sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Canção de Embalar

Em resposta à Susana mãe da Matilde, a canção que ela canta é uma melodia de embalar. Esta melodia já deu na televisão quando éramos pequeninas (sim éramos!!) deve-se lembrar de certeza.

Cai a noite devagarinho
João pestana
Vem a caminho
Vem das estrelas
Dar um beijinho
Embalar a Matilde (os meninos)
Num bom soninho!!!
shiuuuuuuuu dorme bem :)

E ficamos com as mãos fechadas coladas à nossa cara a dormir :)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A Árvore de Natal

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Descobrir novas texturas, cores e formas é essencial para que as crianças adquirem novas noções através das suas experiências, e para tal utilizámos, papel de lustro, lãs, bolinhas de papel (feitas pelas crianças). Pegaram na cola de batom e colocavam sozinhos no papel (noção espacial).Transformar uma imagem a preto e branco num mar de cor e de significado é um ato de magia para estas crianças. No fim da atividade faziam questão de mostrar aos seus amiguinhos como tinha ficado a sua árvore.
Nesta atividade foram (re)descobertos muitos conceitos: a árvore de Natal é verde; tem um tronco castanho; uma estrelinha amarela; e um vaso vermelho ou branco. Além das diferentes cores, o significado da árvore de natal, do pinheirinho que fizeram em casa  teve muita importância ao nível da transição de valores defendidos em casa e na escolinha. Depois foi a vez dos presentes. O mais engraçado é que colavam um presente e diziam para quem era: para a mamã, o papá e a Mafalda, para a avó etc. :)

Ficaram muito bonitas!!!!

Cantámos a canção do pinheirinho

Pinheirinho, pinheirinho
De ramos verdinhos
Pra enfeitar, pra enfeitar
Bolas, bonequinhos
Uma bola aqui
Outra acolá
Luzinhas que tremem
Que lindo que está
Olha o Pai Natal
De barba branquinha
Traz o saco cheio
De lindas prendinhas

(Cantem com eles e digam para fazerem os gestos :) )

Trabalhinhos de Natal

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E não é Natal sem os famosos pedidos ao Pai Natal. Assim carimbámos uns saquinhos com motivos de Natal e neles escrevemos o que mais queríamos receber: bolas, legos, bonecas, carros, ratinhos, e até pintarolas :) É este o mundo fantástico dos nossos pinguins!

Descobrimos a história do presépio e o nome das personagens ficou gravado na consciência de cada criança. Foi uma história fantástica que foi contada à medida que criávamos todo o cenário. Só faltavam as principais estrelas: os nossos meninos e meninas. Cada um criou a sua estrelinha, colando papel amarelo e ofereceu-a ao menino Jesus. Ficou logo mais bonito o nosso presépio!
Ao realizarmos esta atividade ficámos a conhecer uma forma geométrica: a estrela.

Aprendemos a canção da estrelinha

Pisca, pisca
Estrela arisca
Pisca os olhos
Pisca, pisca

(cantem com os vossos filhos...digam: vamos cantar a canção da estrelinha. Começem e eles darão o ritmo :) )

Também pintámos alguns motivos de Natal em gesso e dizíamos o nome da cor e da figura. Desta forma fizemos a associação da cor e da imagem, enriquecemos o nosso vocabulário e tentámos articular corretamente as novas palavras. Para complementar esta atividade colámos massinhas das mesmas imagens em cartolina: bota, árvore, estrela, coração, sino, bola...

O Natal é mesmo assim com motivos intrinsecos que o definem!!


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O fato do Pai Natal é VERMELHO

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A brincar também se aprende a descobrir que sabemos mais do que aquilo que pensamos e exprimimos. O Natal trouxe-nos a cor VERMELHA. Vermelho é a cor do fato e do gorro do Pai Natal que tão bem conhecemos. Cada criança trouxe um gorro de Pai Natal e brincou na sala ao faz de conta. Fomos todos Pais Natais e rimos uns com os outros.
Cantámos a canção que aprendemos

Pai Natal
Pai Natal
traz-me uma boneca
não faz mal, não faz mal
que seja careca ...

e a canção do pinheirinho que sabemos tão bem e que já fazemos todos os gestos  com um grande sorriso.
O vermelho deu cor à barriga do Pai Natal, uma caixa de leite que trouxeram de casa. Foi divertido pintar com esponjas as grandes folhas de papel .
A cara do Pai Natal não estava completa. Faltava desenhar os olhos, a boca e o nariz. Foi surpreendente  observar que a maioria das crianças consegue desenhar no espaço adequado (da face) os orgãos que faltavam. Depois de perguntar-lhes o que desenharam souberam identificar sem dificuldade.
chegou a vez de colar as mãos e o pés. Identificaram sem dificuldade as imagens e colaram-nas como quiseram. No entanto conseguiram compreender que os braços e as mãos estão acima dos pés.
Ficaram muito engraçados os nossos pais natais.

Os pais também participaram com os seus "Desejos de Natal". Em cada imagem escreveram o que lhes vai no coração:  saúde, amizade, trabalho, dinheiro, felicidade e sobretudo muito amor para si e para o próximo.
Estão todos de parabéns pelo vosso empenho!! Obrigada!

A Prendinha de Natal

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O Natal está a chegar
Já sei o que vou fazer:
Uma bota colorida
Para a árvore enfeitar.

O Natal está a chegar
Há muitas luzes no ar
Uma estrela pequenina
Que me faz recordar…

Que hoje nasce um menino
Que ao mundo vai dar
Um presente especial
Nesta noite de Natal.


Com o molde da botinha colámos muitos enfeitos e para dar um toque especial, quinze caritas sorridentes apareceram, como por magia, a desejar a toda a família um Feliz e Sorridente Natal.

domingo, 27 de novembro de 2011

Jogos de Associação

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Aprender através do brincar foi o tema escolhido para o projeto curricular de sala. Através de jogos e brincadeiras as aprendizagens tornam-se mais divertidas e de fácil acomodação. Desta forma realizámos jogos de associação  - cada cor o seu arco -  e jogos de seriação - grande e pequeno - cujo objetivo era colocar um objeto grande no cesto grande e um objeto pequeno num cesto pequeno. Estes conceitos têm sido de fácil perceção  para todas as crianças.
Nem sempre disposmos de material didático para a realização de jogos, por isso toca a inventar. Aí em casa, com objetos simples podem criar jogos de associação muito simples (com bacias, copos de plástico, animais de plástico, lápis de cor etc)

História "A Folha Catarina"

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A propósito do Outono, contámos uma história sobre uma folhinha muito especial. Era a folhinha Catarina. Catarina vivia numa árvore. Com a chegada do vento do Outono a folhinha caiu ao chão e ficou triste. Não entendia o que se tinha passado e queria voltar para a àrvore. O seu amigo Ouriço João explicou-lhe o porquê de ter caído para o chão e assim ficou mais calma. Entretanto apareceu o Pedro e a Ana que pegaram na folhinha e levaram-na para a escolinha onde fizeram um bonito quadro de Outono. Assim, a folhinha ficou feliz, perto de uma árvore e perto de todos os meninos.

Além de falarmos sobre o Outono, ficámos a conhecer o ouriço.
Em cima da mesa estavam muitos materiais diferentes: massas, feijões, grãos de café, bolinhas de papel, esponja eva... e as crianças escolheram quais os materiais que queriam utilizar para criar o seu Ouriço.
Aqui estão os resultados e o valor da experiência: o poder de escolher e criar! Ficaram muito giros!!!

domingo, 20 de novembro de 2011

Há Festa na Escolinha



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No dia 11 de Novembro a nossa escolinha fez 36 anos.
Para comemorar  este evento, os meninos e meninas de cada sala decoraram um bolo com gomas, chocolate, pintarolas, rebuçados enfim...muitos docinhos!!! ao lanche cantámos os parabéns com muito entusiasmo :) VIVAAAAAAAAAA a nossa escolinha!!!!!!!

Também comemorámos o Magusto. Como estava a chover não fizemos uma fogueira lá fora para assar as castanhas, mas não as deixámos de comer!!! Todas as crianças gostaram desse sabor tão peculiar e pediam mais.

Conversámos sobre o que era uma castanha e qual era a sua cor, por fora e por dentro. Vimos o ouriço e as folhas do castanheiro. "o ouriço pica" diziam eles repetindo o que eu lhes dizia ...

Com a castanha ficámos a conhecer a cor castanha. Carimbámos com a cor castanha e colámos castanhas recortadas em papel filtro. Também pintámos de castanho o urso, o chocolate e uma castanha.

Também aprendemos uma canção:

No meu bolso guardei
Meia dúzia de castanhas
De tão quentes que estão
Ainda queimo as minhas mãos

Vou dá-las ao pai
Vou dá-las à mãe
Castanhas quentinhas
Que sabem tão bem
É importante relacionar a cor a um objeto pois é mais fácil a criança identificar este conceito em qualquer espaço.

A Cor Verde







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A cor verde não é uma cor primária, mas por aparecer na nossa canção "Caixinha de Cores" é uma tonalidade que tem o poder de fazer parte da aventura no mundo das cores. O verde aparece nas folhas das árvores que falamos no Outono, na relva, no sapo, no kiwi que comemos, no pimento com que carimbamos a cor verde...
Os nossos pinguins trouxeram de casa objetos verdes que foram colados no comboio das cores.
Ah, mas o verde também esteve presente na gelatina que saboreámos e queríamos comer mais, nas uvas que comemos com todo o prazer e na massa de sal com que brincámos e criámos  maravilhosas esculturas.
Também pintámos com a cor verde e fizemos muitos jogos: dentro do arco verde colocámos peças verdes; andámos à procura de objetos verdes na sala para mostrar aos meninos; olhámos para as nossas roupas à procura do verde e encontrámos!!! e vamos dizer a palavra VERDE ..."vede".

Os nossos pinguins já sabem disitnguir o verde do amarelo e isso é fantástico!! :)

domingo, 23 de outubro de 2011

16 de outubro - Dia Mundial da Alimentação

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Para comemorarmos este dia as crianças trouxeram alguns legumes e algumas frutas para a nossa sala.  Ficámos a saber que temos de comer bem para crescermos muito e ficarmos fortes e com muita força para brincar e "andar de triciclo" (disseram eles). Vimos para que serviam os legumes e os frutos e fomos para a mesa começar a nossa atividade. Provámos alguns frutos menos comuns para os pinguins: os morangos (só a Sofia não gostou), o kiwi ( a Catarina não gostou) e a romã que todos gostaram muito. O Francisco não parava de dizer que tinha sido ele a trazer as "sementes" :) Depois fizemos sumo de laranja e juntamos os outros frutos que tinham trazido.
O sumo ficou tão bom que quiseram repetir e repetir... "ah Já não há mais"

kiwi foi uma palavra dificil de aprender mas foi engraçado ver como se esforçavam em dizê-la corretamente :)
No geral todos sabiam identificar os legumes e os frutos que trouxeram. Outros legumes e frutos foram trazidos para a sala com o objetivo de os utilizar como carimbos o que resultou muito bem pois sabiam identificá-los na folha pintada.

No outono

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OUTONO é uma palavra nova que aprendemos. No Outono o vento sopra com muita força e os raminhos das árvores abanam, abanam e deixam cair no chão as folhinhas amarelas, castanhas e algumas verdes. Foi a partir desta conversa que chegou o Outono à nossa salinha. Lá fora apanhámos folhinhas castanhas e de casa também vieram a voar algumas folhinhas amarelas (por estarmos a falar da cor amarela) e verdes (por começarmos a falar da cor verde).
As nossas folhinhas foram coladas numa árvore desenhada. Os termos "árvore" e "tronco" tiveram vida no baú dos conceitos dos nossos meninos. "Vamos pintar o tronco da árvore" . "O tronco é castanho". Embora não seja uma cor primária, o castanho, aparece nas folhas, no tronco e na castanha de que vamos falar mais adiante, por isso torna-se num conceito necessário de aprender.

"O Outono de brincadeira" foi uma pequena história que o vento trouxe até à nossa sala. A Marta encontrou o OUTONO quando ia a passear pelo parque. Encontrou folhas no chão e tentou colá-las novamente na árvore... mas não conseguiu e pôs-se a brincar com as folhas. Esta história possibilita que as crianças dramatizem as ações da Marta e os nossos pinguins já são capazes de fazer isso com grandes sorrisos no rosto.
A canção de Outono também veio ajudar a conhecer o OUTONO.

Cantem aos vossos filhotes.


Canção (música das pombinhas a voar)

lá está uma
lá estão duas
três folhinhas
já caídas
o outono é mesmo assim
deixa as árvores despidinhas.

domingo, 9 de outubro de 2011

4 de Outubro - Dia Mundial dos Animais

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Para comemorar o Dia do Animal conversámos com as crianças sobre o animal que mais gostam. Todos escolheram um animal desde o elefante, à zebra e ao gatinho lá da Quinta. Como são pequeninos é importante realçar que os animais são nossos amigos e que devemos cuidar deles. Dar de comer aos animais foi um dos cuidados a ter e isso, deu-nos a oportunidade de falar sobre o que comem os animais.
Convidámos os meninos da outra sala de dois anos a visualizar uns pequenos filmes sobre os animais da quinta e o som que fazem. Os animais da selva foram muitos mas identificámos quase todos. Depois vieram as canções animadas da "quinta do tio Manuel", do gato, dos patinhos, das galinhas.

Aprendemos uma nova canção da formiguinha que é muito engraçada e gostamos muito de a ouvir.
Também colámos alguns animais que escolhemos e carimbámos com carimbos de animais.

Identificar os animais que colaram foi um dos objectivos propostos e isso possibilitou a imitação do som que fazem, o que comem e como nascem. Estes conceitos vão-nos ajudar a realizar mais um  jogo de associação e a entender o ciclo da vida animal (como se reproduzem, a sua alimentação, o seu habitat).

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

As cores primárias

As cores primárias

o video sobre as cores primárias está engraçado e os nossos meninos vão gostar de o ver

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O flanelógrafo


O FLANELÓGRAFO é um material didático bastante útil em diversas actividades, desde histórias, canções, lenga lengas, jogos e  até iniciação à matemática.
O FLANELÓGRAFO, consiste numa base rija (platex ou corticite) que tem um lado revestido de flanela ou feltro, onde são aplicadas gravuras. Este revistimento costuma ser de uma cor escura para que as gravuras sobressaiam.

As GRAVURAS que se utilizam podem ser ilustrações, retiradas de revistas, jornais, ou imagens de livros.
Devem ser recortadas em cartolina plastificada ou feitas em veltro. Por fim, devem ter pequenos pedaços de lixa ou feltro, colados na parte posterior para garantir a aderência.
Devem apresentar-se gravuras de tamanho visível para toda a turma e evitar gravuras com excesso de detalhes.





É um material didático que nos vai ser útil na salinha para que as crianças possam "visualizar " canções ou histórias tradicionais que vamos ouvir.
É também um meio que permite as crianças participarem na construção de uma história, jogo ou canção.
Como estamos a falar sobre as cores aprendemos a canção "Caixinha de Cores". Fizemos fantoches simples das "personagens" e à medida que vamos cantando vamos colando no flanelografo as respectivas imagens.

Os nossos pinguins gostam muito de participar nas actividades então escolhem qual é o fantoche que querem ter na mão e quando cantamos esta canção, levantam o fantoche da imagem correspondente.
Ficam radiantes!!!! :)

CAIXINHA DE CORES

Tenho uma caixinha

com lápis de cores;
vou pintar o mar,
o sol e as flores!


Refrão:


O sol é amarelo,
azul é o mar,
verdinha é a folha
ao vento a dançar!


Vou pintar com roxo
um baguinho d'uva.
Com o azul clarinho
vou pintar a chuva
 
Pinto de vermelho
o meu coração
e o moranguinho
que trago na mão

A Cor Amarela

Com um pincel na mão e tintas de muitas cores vamos pintar o arco-íris...
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A cor amarela é uma cor primária de fácil perceção para as crianças. Alguns pinguins de fraldas já sabem muitas cores, outros estão a dar as primeiras pinceladas no mundo da identificação das cores. Apesar de muitas pinturas, muitas mãos cheias de tintas, muitos bibes coloridos e de mesas multicolores, a associação/simbolismo das cores vai agora começar.
Identificar a cor e associá-la a um objeto são os principais objetivos desta maratona.

Para tal aprendemos uma canção nova que fala do pintainho amarelo

Meu pintinho amarelinho
pousa aqui na minha mão (na minha mão)
se quiseres comer bichinhos
com o pezinho vais ciscar o chão.
Ele bate as asas
ele faz piu piu
ele só tem medo é do gavião.

Fizemos um pintainho em cartolina e colámos bolinhas de papel crepe amarelo :) Ficaram engraçados e com eles vamos fazer um mobil. Pintamos de amarelo o sol e o pato pois são duas imagens que as crianças podem facilmente identificar no seu dia a dia.

Também fizemos jogos. Misturamos objectos da sala de várias cores e cada criança ia buscar um objeto amarelo e mostrá-lo às outras crianças.

O comboio das cores ainda agora começou e os meninos já começaram a embarcar. Trouxeram na bagagem muitos objectos amarelos e já sabem de quem são e a qual a sua cor.

Na próxima estação estará a cor verde à espera de novidades.
Até lá o Sol Amarelo irá brilhar para os nossos pinguins :)

Aqui está a canção no youtube para que os pais possam acompanhar a melodia com os "pinguins de fralda"

domingo, 25 de setembro de 2011

Bem Vindos à Nossa Salinha



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Olá sejam bem vindos à nossa nova salinha dos 2 Anos.
Os nossos meninos e meninas já têm dois anos e por isso o espaço da sala está dividido de forma a poderem brincar e explorar tendo em conta algumas regras que fomos introduzindo pouco a pouco. A definição dos espaços é muito importante para os nossos "pinguins" de fralda para que saibam o que podem ou não fazer em determinados espaços.

Assim sendo, a salinha tem o cantinho da casinha, onde as crianças começam a brincar interagindo entre elas. Embora ainda brinquem sozinhas com o seu bebé, já começam a fazer pequenas "representações" simbólicas do dia a dia. Deitam os bebés na cama e dão um beijinho a cada um :), puxam os lençois para aconchegar os bebés; põem-nos no bacio e depois deitam fora o chichi; fazem a papa e sopram porque está quente; dão a comida à boca uns dos outros e é sempre uma confusão quando se trata de passear o bebé no carrinho!!!Todos querem o carrinho :)

Temos também o cantinho da pista onde as crianças podem brincar com os carrinhos. Também há uma pista de comboios mas tem sido constantemente desmanchada e por isso, vamos alternando entre uma pista e a outra. Os meninos gostam muito de brincar nesse espaço, mas as meninas também!

O cantinho da manta e da leitura é um espaço maior. As crianças podem deitar-se na manta, ver os livros, brincar com os carros, brincar com os animais, com os legos etc. É um espaço priviligiado para a leitura de uma história, para as nossas conversas, canções e jogos de grupo.

O cantinho dos jogos de mesa é composto por alguns jogos de encaixe, puzzles, jogos de associação, enfiamentos etc. As crianças podem levar os jogos para a mesa e fazê-los em conjunto ou individualmente.

O cantinho da expressão plástica é o espaço da pintura, dos desenhos e da colagem. É um espaço de criação, exploração e descoberta dos vários tipos de materiais, cores e texturas que podem ser utilizados numa actividade.

Estes não são espaços fixos ao longo do ano. Com o passar do tempo e com o evoluir do desenvolvimento das nossas crianças iremos fazer algumas alterações  de acordo com as necessidades do grupo e do seu bem estar.

domingo, 4 de setembro de 2011

Pronto para deixar a fralda?


O Papel dos Pais e do Educador

É muito importante referir que no momento de "tirar a fralda, tem de haver uma sintonia/comunicação entre os pais e a educadora ... no mesmo momento ... para que a criança não se sinta confusa e para que as rotinas permaneçam tanto  em casa como na creche.
No livro “A Criança e a Higiene”, Brazelton alerta para a importância desta sintonia: «Qualquer inconsistência provoca confusão na criança. (…) É essencial que conversem sobre os passos a dar para alcançar o sucesso da criança nesta fase».




 


Como em tudo o que ao desenvolvimento infantil diz respeito, não há uma data fixa para deixar de usar fraldas.

«Cada criança tem o seu ritmo» é um chavão que os pais já ouviram vezes sem conta, mas que nem sempre interiorizaram. E por isso ficam preocupados se os filhos dos amigos conseguem atingir esta, como outras etapas, antes do seu. Mas, nesta como noutras questões, é preciso dar tempo ao tempo. E se não podemos nem devemos forçar uma criança a comer ou a dormir, também não podemos nem devemos forçá-la a fazer chichi e cocó quando queremos e onde queremos.
Berry Brazelton, o mais conceituado pediatra da actualidade, alerta os pais para a importância de esperar que a criança esteja pronta. O seu método centra-se na criança, ou seja, é ela que tem de ser a protagonista e não os pais. Na sua opinião, tal nunca deve acontecer antes dos dois anos de idade. Existem certamente crianças que conseguem deixar as fraldas com sucesso mais cedo, mas ao tentar-se mais cedo, com a generalidade das crianças, estamos a sujeitar muitas delas a um mal-estar psicológico não negligenciável: «Quando as crianças são pressionadas antes de estarem preparadas para serem bem-sucedidas, os insucessos resultam em problemas sérios como a retenção das fezes, a incontinência fecal ou a enurese nocturna» (A Criança e a Higiene, de T. Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow, Presença).

O importante será então, na opinião de Brazelton, ter a certeza que a criança está preparada e permitir que esta seja uma conquista sua e não uma imposição dos pais. Para tal, é preciso esperar que surjam os primeiros sinais que revelam a maturidade necessária por parte da criança. Para ele, os mais importantes são: já não querer estar sempre de pé e a andar de um lado para o outro; a linguagem estar bastante desenvolvida; saber dizer Não; saber pôr as coisas no sítio certo; começar a imitar os pais e irmãos mais velhos; começar a manter-se seca durante uma ou duas horas; fazer cocó a horas certas; estar a conquistar a consciência do seu corpo.


Estes sete sinais eleitos por Brazelton como essenciais revelam que o controlo dos esfíncteres, ou seja, aprender a reter durante algum tempo o chichi e o cocó, é uma capacidade complexa e que está relacionada com uma série de outras aquisições. Deixar as fraldas depende de aspectos fisiológicos, mas também cognitivos, psicológicos e emocionais. Assim, deverá avaliar, separadamente, alguns parâmetros do desenvolvimento do seu filho, para perceber se ele estará pronto para mais este grande passo.


ASPECTOS FISIOLÓGICOS E DE MOTRICIDADE

Os músculos dos esfíncteres (genital e anal) têm de ter atingido maturidade suficiente de modo a permitirem que a criança «aguente» algum tempo entre sentir que tem vontade de ir à casa de banho e estar a postos para fazer chichi ou cocó. Essa maturidade muscular acontece, em média, algures entre os 12 e os 24 meses, segundo a Sociedade Americana de Pediatria.
Por volta dos 12 meses, a criança começa a reconhecer a sensação que precede a eliminação dos chichis e cocós. É possível observar como param antes de fazer, como se colocam por vezes em certas posições em que se sentem mais confortáveis. Nesta fase ainda não terão capacidade para “aguentar”, mas esse reconhecimento dos sinais que o nosso corpo dá é muito importante neste processo.
Mais tarde, os esfíncteres atingem a maturidade que permite à criança reter por algum tempo chichis e cocós. Este processo tem uma sequência: primeiro, a criança deixa de fazer cocó durante a noite, depois consegue controlar chichi e cocó durante o dia e, por fim, consegue deixar de fazer chichi também durante a noite.

O facto de a criança manter a fralda seca durante períodos cada vez maiores – algumas horas – e até de acordar por vezes da sesta sem ter feito chichi durante o sono são sinais de que, fisiologicamente, estará pronta para iniciar o processo de deixar as fraldas. Mais tarde, quando começar a acordar de manhã com a fralda seca, é o sinal de que já consegue também deixar de fazer chichi durante a noite. Após começar a andar, por volta dos 12 meses, a criança não pára. Quer estar sempre em pé, como diz Brazelton. Mas quer também correr e testar a sua nova habilidade e todos os seus limites. Só depois desta fase estará disponível para outras conquistas, ao nível da motricidade fina, conquistas essas que são importantes na hora de deixar as fraldas. A coordenação motora que lhe permite despir-se, tirar a sua fralda, baixar e levantar as cuecas é outro sinal de que está pronta para deixar as fraldas.


DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E LINGUAGEM

A descoberta do corpo é fundamental para conseguir dispensar as fraldas. A criança começa a mostrar curiosidade sobre os seus órgãos genitais e outras partes do corpo, percebe as suas funções, nomeia-os, gosta de jogos que envolvam o seu corpo.

Estar pronta para o grande passo significa que ela tem de conseguir associar uma sensação que o corpo lhe envia a uma resposta apropriada e complexa pois é-lhe exigido várias coisas ao mesmo tempo: contrair os esfíncteres de forma a reter algum tempo o chichi ou cocó (assim que sente vontade de fazer), avisar um adulto que precisa de ir à casa de banho, ir até lá, esperar que a dispam e sentem na sanita ou bacio, e só então descontrair os músculos de forma a fazer chichi ou cocó onde é suposto. É preciso concentração!

O seu filho tem também de perceber tudo o que lhe diz e saber comunicar quando tem vontade. Só assim poderá entender todos os passos do processo. Aprender o vocabulário envolvido é um passo prévio que não deverá descurar.

Tal como andar ou falar, ir à casa de banho parece muito fácil para quem o fez toda a vida, mas não podemos esquecer que a experiência de toda a vida de uma criança de dois anos é fazer chichi e cocó na fralda. É não ter de se preocupar com isso nem ter de interromper nenhuma actividade para tratar desse assunto.

Aprender a controlar os esfíncteres e aceitar que terá de ir sempre, várias vezes por dia, ao bacio ou à sanita exige, portanto, maturidade a nível cognitivo e maturidade psicológica. É preciso que a criança tenha já capacidade de abstracção e pensamento simbólico, capacidade de resolver problemas e de memorizar.


ASPECTOS EMOCIONAIS E SOCIAIS

Auto-domínio e desejo de agradar aos pais são ingredientes não menos importantes em todo este processo. O desejo de fazer sozinho, de dominar certas actividades são bons indicadores de maturidade. Dizer «eu faço», «eu consigo», «eu sozinho» revelam que a criança está no bom caminho na conquista da independência e que se vai sentir orgulhosa por conseguir ultrapassar com sucesso mais esta importante etapa do seu desenvolvimento.


É claro que esta é também a «idade do Não», ou seja, a criança está a afirmar-se enquanto dona e senhora da sua vontade, por oposição à vontade dos pais. Isso pode dificultar o processo de deixar as fraldas, pois se a criança percebe que os pais fazem muita questão pode marcar a sua posição recusando-se a colaborar. Fazer fora do sítio só pelo prazer de contrariar é sempre uma opção «divertida». Se o seu filho está no auge desta fase, o melhor é esperar que passe. Largar as fraldas não pode ser mais um ponto de discórdia, mas sim uma conquista positiva.



A consciência social é também um ponto prévio importante. Ou seja, a vontade de fazer como os outros e de ser crescido. É por isso que crianças com irmãos mais velhos têm tendência a deixar as fraldas mais cedo. Tal como é mais fácil uma criança cooperar quando está na creche e distrair-se quando está em casa.


O temperamento da criança também interfere nesta questão. Uma criança demasiado sensível ao toque pode demorar mais algum tempo até estar disposta a sentar-se, sem fralda, numa superfície fria. Uma criança demasiado activa pode ter dificuldade em estar sentada quieta no bacio. Neste caso, pode ser útil a brincadeira de pôr primeiro o boneco preferido a fazer, baixar e levantar as cuecas dele.

domingo, 21 de agosto de 2011

A Importância da organização do Espaço

“O conhecimento não provem, nem dos objectos, nem da criança, mas sim das interacções entre a criança e os objectos”. - Jean Piaget




Área" é um termo habitual na educação pré-escolar para designar formas de pensar e organizar a intervenção do educador e as experiências proporcionadas às crianças.

As áreas de conteúdo supõem a realização de actividades, dado que a criança aprende a partir da exploração do mundo que a rodeia. Se a criança aprende a partir de acção, as áreas de conteúdo são mais do que áreas de actividades pois implicam que a acção seja de descobrir relações consigo própria, com os outros e com os objectos, o que significa pensar e compreender.

 
A organização do espaço, no jardim-de-infância, reflecte as intenções educativas do educador pelo que os contextos devem ser adequados para promover aprendizagens significativas, alegria, o gosto de estar no jardim e que potenciam o desenvolvimento integrado das crianças que neles vão passar grande parte do seu tempo.

As áreas ou os espaços criados na sala do Jardim de Infância não são estanques. Pode-se e deve-se criar novas áreas indo ao encontro do interesse do grupo de crianças, mediante os projectos que se estiverem a desenvolver. As mudanças são feitas com o grupo. Desta forma familiarizam-se com o espaço e participam no processo de organização.




 






A Importância de Ler Histórias às Crianças

"O acto de imaginação é um acto mágico. É um sortilégio destinado a fazer surgir o objecto em que se pensa, a coisa que se deseja, de forma a dela se apossar."Jean Paul Sartre









Quem não se lembra de em pequenino gostar que lhe lessem histórias horas sem fim sem nunca dar sinal de cansaço ou de aborrecimento…transportavam-nos a um imaginário sem fim, onde tudo acabava em bem.



Quase sempre recordamos um avô ou alguém familiar que nos contava mil e uma peripécias antes de irmos dormir, de preferência à frente duma fogueira acolhedora e quentinha. Estes eram os serões de antigamente de quem vivia no campo. Mas também na cidade se vivia o espírito de contar histórias antes de ir dormir, talvez aconchegados no quentinho dos lençóis as crianças sonhavam com as suas histórias preferidas.



Nos nossos dias o não ter tempo para nada, apoderou-se da hora de contar histórias e essa prática foi perdendo-se por entre caminhos pouco claros. Hoje em dia poucas crianças têm o privilégio de ouvir histórias em casa, contadas pelos pais ou familiares próximos.



Esquecemos muitas vezes que através das histórias a criança forma o gosto pela leitura, enriquece o seu vocabulário, amplia o mundo de ideias e conhecimentos desenvolvendo a linguagem e o pensamento.



As histórias estimulam a atenção, a memória, cultivam a sensibilidade e isso significa educar o espírito, ajudam por vezes a resolver conflitos emocionais e, tão importante, estimulam o imaginário da criança.



Como recurso pedagógico a história abre espaço para a alegria e o prazer de ler, compreender, interpretar a si próprio e à realidade, por isso, vamos começar a ler mais histórias às nossas crianças.



Boas leituras!

















Brinquedos para crianças entre os 2 e os 3 anos


 
Estes são aqueles que os pediatras mais recomendam para esta fase:


Triciclo

Aos dois anos, quando as capacidades motoras e de coordenação estão em franco desenvolvimento, o seu filho vai adorar este brinquedo. Com ele irá desenvolver a sua «motricidade grossa, a coordenação mão/olho, o sentido de equilíbrio» e aumentar a autoconfiança, pode ler-se no livro «A Criança Feliz», de Chantal Gazal (Editorial Presença).



Puzzles

São adequados a partir dos dois anos e, ao estimular a criança a identificar aspectos semelhantes, ajudam a desenvolver a relação mão/olho e as capacidades mentais (análise, resolução de problemas, concentração).



Material de desenho e pintura

Por volta dos dois anos a criança já tem destreza para agarrar um lápis e fazer riscos. Aos três anos, explica Mário Cordeiro, na obra «O Livro da Criança», «o desenho e a pintura surgem como muito importantes para expressar ideias e conceitos que ainda não encontraram linguagem simbólica adequada.» Encorajam a criatividade e melhoram a motricidade fina, acrescenta o livro de Chantal Gazal.



Outras sugestões

Blocos de construção, bonecas, carrinhos, animais, objectos musicais, livros ilustrados, materiais de moldagem e colagem e teatrinhos.





















quarta-feira, 17 de agosto de 2011

2 anos a “Idade do Não”...

Desenvolvimento da criança (de 2 a 3 anos)

No próximo ano lectivo vou acompanhar o grupo dos "pinguins" no mundo dos dois /três anos. Ao nível do seu desenvolvimento, e depois destas férias no mimo dos pais, vão estar mais crescidos e com novas capacidades e aprendizagens. O "retrato" do desenvolvimento para as crianças desta faixa etária é apenas uma pincelada muito vaga e não acertiva, isto é, devemos ter em atenção que cada criança é única e por isso, o seu desenvolvimento é particular.
Não quer dizer que tenham de ter atingido este nível de desenvolvimento nesta faixa etária!!!


Segundo Piaget, aos dois anos a criança encontra-se no estádio Pré –operatório ou simbólico - intuitivo que se prolonga até aos 6 anos. Este estádio caracteriza-se pelo egocentrismo da criança. Nesta fase, a criança não consegue entender que as outras pessoas também têm o direito de pensarem e agirem de forma diferente da sua.  
Por outro lado, inicia o processo de auto – afirmação, opondo-se sistematicamente às ordens que recebe: é a chamada “idade do não”. Desta forma, a criança pretende demonstrar que é um ser independente e a negação é a sua arma mais poderosa.


As pessoas ou as coisas não têm de estar presentes para serem objectos de reflexão pois já estão mentalmente disponíveis para a criança. A capacidade de representação simbólica evidencia-se na linguagem, nos desenhos, nas imagens etc.



Este é um pensamento ainda muito vinculado à limitada experiência da criança.

Durante os dois primeiros anos de existência, a criança aprende a amar o outro; a dependência afectiva substitui-se à dependência física inicial. Através deste elo de dependência a criança descobre a necessidade de renunciar à satisfação imediata de todos os seus desejos e aprende a suportar algumas frustrações, a controlar a sua agressividade para conservar o amor dos outros.

Começa a entender as suas relações para além da mãe e do pai, aos irmãos e irmãs e às outras pessoas que frequentam a casa.

Apesar disto, para a criança de dois anos, a mãe continua a ser o centro da sua vida, pelo que por vezes tem condutas extremas que nos podem fazer lembrar idades anteriores, quando a criança parece ter a mesma dependência que um bebé de meses.

Assim, pode sentir-se muito angustiada quando a ausência da mãe é prolongada. Dada a esta dependência, é uma idade particularmente difícil, principalmente quando a criança inicia a pré – escola e a separação da mãe provoca na criança um desajuste emocional, instabilidade e insegurança.



Desenvolvimento Físico

• À medida que o seu equilíbrio e coordenação aumentam, a criança é capaz de saltar, andar ao pé-coxinho ou saltar de um pé para o outro quando está a correr ou a andar;

• É mais fácil manipular e utilizar objectos com as mãos, como um lápis de cor para desenhar ou uma colher para comer sozinha;

• Começa gradualmente a controlar os esfíncteres (primeiro os intestinos e depois a bexiga);

Desenvolvimento Intelectual

• Fase de grande curiosidade, sendo muito frequente a pergunta "Porquê?";

• À medida que se desenvolvem as suas competências linguísticas, a criança começa a exprimir-se de outras formas, que não apenas a exploração física – trata-se de juntar as competências físicas e de linguagem (por ex., quando faço isto, acontece aquilo), o que ajuda ao seu desenvolvimento cognitivo;

• É capaz de produzir regularmente frases de 3 e 4 palavras. A partir dos 32 meses, é já capaz de conversar com um adulto usando frases curtas e de continuar a falar sobre um assunto por um breve período;

• Desenvolvimento da consciência de si: a criança pode referir-se a si própria como "eu" e pode conseguir descrever-se por frases simples, como "tenho fome";

• A memória e a capacidade de concentração aumentaram (a criança é capaz de voltar a uma actividade que tinha interrompido, mantendo-se concentrada nela por períodos de tempo mais longos);

• A criança está a começar a formar imagens mentais das coisas, o que a leva à compreensão dos conceitos – progressivamente, e com a ajuda dos pais, vai sendo capaz de compreender conceitos como dentro e fora, cima e baixo;

• Por volta dos 32 meses, começa a apreender o conceito de sequências numéricas simples e de diferentes categorias (por ex., é capaz de contar até 10 e de formar grupos de objectos - 10 animais de plástico podem ser 3 vacas, 5 porcos e 3 cavalos);

 

Desenvolvimento Social

• A mãe é ainda uma figura muito importante para a segurança da criança, não gostando de estranhos. A partir dos 32 meses, a criança já deve reagir melhor quando é separada da mãe, para ficar à guarda de outra pessoa, embora algumas crianças consigam este progresso com menos ansiedade do que outras;

• Imita e tenta participar nos comportamentos dos adultos: por ex., lavar a loiça, maquilhar-se, etc.

• É capaz de participar em actividades com outras crianças, como por exemplo ouvir histórias;

Desenvolvimento Emocional


• Inicialmente o leque de emoções é vasto, desde o puro prazer até à raiva frustrada. Embora a capacidade de exprimir livremente as emoções seja considerada saudável, a criança necessitará de aprender a lidar com as suas emoções e de saber que sentimentos são adequados, o que requer prática e ajuda dos pais;

• Nesta fase, as birras são uma das formas mais comuns da criança chamar a atenção – podem dever-se a mudanças ou a acontecimentos, ou ainda a uma resposta aprendida (as birras costumam estar relacionadas com a frustração da criança e com a sua incapacidade de comunicar de forma eficaz);


SINAIS DE ALERTA

• Adaptabilidade excessiva: retirada, passividade;

• Medo excessivo;

• Falta de interesse pelos objectos, pelo meio ou pelo jogo;

• Alterações de humor excessivas, bater ou morder de forma incontrolável;

• Birras prolongadas, com muito pouca tolerância aos limites impostos pelas figuras cuidadoras;

• "Consciência de si" muito frágil, que se pode traduzir na: dificuldade de tomar decisões; aceitação passiva das imposições dos outros; incapacidade de se identificar como "eu";

• Atraso significativo ao nível da linguagem: por exemplo, não é capaz de produzir frases simples (3, 4 palavras);

• Sono: dificuldade em adormecer sozinho; insónias.