A propósito do "Dia de S. Valentim" entrámos no nosso espaço de "Uma História por Semana" e abordámos o valor da AMIZADE através da história do ELMER.
As crianças do 3º e 4ºCATL - grupos com quem estou a trabalhar neste ano lectivo - ouviram a história e dialogaram sobre o valor da amizade.
O grupo do 3º CATL decidiu desenhar partes da história e criar um filme. Já o grupo do 4º CATL decidiu construir fantoches e recontar a história do ELMER a outros meninos e meninas da nossa Instituição.
O Meu Pai Natal
Desde bebézinho, dentro da barriga da mamã, eu já pensava no Pai Natal.. Escutava a minha mamã falar: “ O que você vai querer, minha filhinha, de presente do Pai Natal?” E eu vibrava lá dentro .. doidinha para falar .. doidinha para nascer ... doidinha para saber quem era esse Pai Natal. E foi então que eu nasci! Já no mesmo ano, ainda bebé, eu conheci aquele velhinho que me abraçou e pediu para eu largar a minha chupeta!! (Ih! Acho difícil, Pai Natal, pensei comigo mesma, mas um dia eu vou conseguir!) e mesmo assim ele deixou o meu presentinho, dentro do meu sapatinho, na sala de estar.Hoje, já com 5 aninhos, eu conheço mesmo o Pai Natal! E converso com ele, quando posso, e ainda faço a minha cartinha para pedir os meus presentes e ainda digo que estou tentando ser mais obediente ... mas ele sabe que vou conseguir, também!E sei que ele me entende, porque ele é o maior amigo das crianças e quando eu o vejo, o meu coraçãozinho pula de tanta alegria! Por isso é que eu adoro o Natal!! E como ainda não sou gente grande, só posso desejar a todos os meus amiguinhos que o Pai Natal traga para vocês muitos presentes, muitas guloseimas, muito carinho e muito amor!!
A criança é um mar de sentimentos e nasce com a capacidade de se fazer ouvir, expondo o seu próprio “eu” ao mundo que o rodeia e às pessoas com quem convive diariamente. Aprende através da sua manipulação sobre as coisas. Destrói e constrói objectos, enche e vaza recipientes, arrasta – se e rebola pelo chão, cai e volta a levantar-se, aprende a agarra-se às coisas e tenta caminhar pelo seu próprio pé. Tenta caminhar pelo desconhecido em busca de se afirmar e aprender com as suas experiências, e nós estaremos lá para o ajudar a ultrapassar as suas dificuldades e para lhe indicarmos o caminho mais correcto para se desenvolver.
Desta forma, o nosso papel como educadores, caminha no sentido de valorizar e reconhecer que: - cada criança é um ser único, logo deve-se dar muita atenção à sua individualidade; - cada criança tem o seu ritmo de evolução e desenvolvimento que deve ser respeitado; - é fundamental que se estimule a criança contribuindo para o desenvolvimento das suas potencialidades para a sua estabilidade, equilíbrio e segurança afectiva; - é importante que se defenda uma educação que valorize a diferença e a aprendizagem através dessa diferença, rejeitando qualquer tipo de discriminação; - a educação da criança deve ser feita no sentido da liberdade de escolha, igualdade de oportunidades, responsabilidade, participação activa, investigação, auto – estima, valorização dos outros e das suas potencialidades e inter – ajuda.
Não tirando a responsabilidade dos pais como primeiros educadores dos seus filhos, podemos verificar que a tarefa educativa nos primeiros anos, está, desta forma, dependente de um ambiente rico em estímulos, com experiências várias e diversificadas que despertem os sentidos das crianças e contribuam para o enriquecimento do seu quadro conceptual, assim como, de um profissional de educação capaz de “trabalhar” esses estímulos direcçioando-os a cada criança.
O espaço é fundamental para que haja uma aprendizagem activa. “Um ambiente bem pensado promove o progresso das crianças em termos de desenvolvimento físico, comunicação, competências cognitivas e interacções sociais. Este ambiente permite que as crianças façam aquilo que naquele momento conseguem fazer, mas que, no entanto, cresce com elas” (Post & Hohmann, 2003:101).